Palestrante
Descrição
Resumo: O manguezal é um ecossistema costeiro de grande relevância ecológica, social e econômica e seu estudo como espaço não formal de educação pode ampliar as possibilidades do ensino de Ecologia. Este relato descreve e reflete sobre uma aula de campo no manguezal da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), conduzida por três licenciandos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) Biologia com turmas da 2ª série do ensino médio de uma escola estadual de Serra (ES). A proposta, apresentada pela professora supervisora da escola, articulou uma aula teórica e uma aula de campo dentro do conteúdo de Ecologia. Em sala, foram abordadas as características do manguezal, a cadeia e a teia alimentar e as dimensões sociais e econômicas do ambiente, como a pesca do caranguejo e o trabalho das paneleiras de Vitória. Na aula de campo, os estudantes visitaram o Herbário VIES, onde conheceram a rotina de pesquisa científica e o preparo de exemplares vegetais, e percorreram uma trilha do manguezal acompanhados pela monitora, observando a flora, as variações ambientais e organismos como caranguejos, aves e insetos. Observou-se elevada participação e engajamento dos estudantes, expressos em curiosidade, perguntas constantes e interesse em ingressar na UFES. Entre os desafios, destacaram-se o calor intenso durante a trilha, a observação limitada de espécies, por não se adentrar tanto no manguezal. A vivência tornou a aprendizagem mais concreta e contextualizada e permitiu aos licenciandos planejar e conduzir uma prática que articula teoria e prática, reforçando o papel do professor como mediador do conhecimento. Conclui-se que o manguezal é um espaço não formal potente para o ensino de Ecologia e que o PIBID, por meio de ações extensionistas, contribui para aproximar escola, universidade e produção do conhecimento científico.
Palavras-chave: Aula de campo; Ecologia; Educação em espaços não formais; Manguezal; PIBID.